sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Pressentimento 2

Essa é a sequência final do texto anterior
Entrei em casa ainda sentindo um misto de euforia e preocupação, a dor continuava intensa. Resolvi não dar importância àquele bobo pressentimento, eu não tinha motivo para me preocupar, NADA poderia tirar o Rafael de mim... Adiantei meus passos para chegar logo ao meu quarto, seria odioso ter que ouvir os terríveis comentários de minha mãe.
O que eu mais gosto de fazer ( depois de estar com o Rafael ) é olhar eu reflexo no espelho. O espelho para mim é o portão para o imaginário, gosto de olhar em meus próprios olhos e decifrar o que sinto apartir deles. Mas hoje, pela primeira vez, não consegui traduzi-los.
Depois do banho, tentei inútilmente dormir, era como se algo afungentasse meu sono. Meu celular tocou, era da casa do Rafael, atendi meiga mas logo veio a surpresa, não era o Rafael que estava do outro lado da linha telefônica era seu pai. Ele me perguntou se o Rafael estava comigo, e depois de ouvir minha resposta prometeu que assim que tivesse notícias entraria em contato.
Eu estava angustiada, não pudia ficar de braços cruzados. fui correndo até o quarto de minha mãe e contei-lhe tudo entre soluços e lágrimas
-NÃO KAMILLE! você não vai proucurar ele... Ele deve estar vadiando por aí...
Talvez minha mãe nunca saiba o quanto aquelas palavras me machucaram...Talvez ela nunca entenda o que realmente é o amor verdadeiro... voltei ao meu quarto quase que me arrastando pelo chão, em minha cabeça se passava milhões de pensamentos e eu estava alí, agora, pedinda à Deus que protegesse o Rafael... meu telefone tocou, atendi sedenta, com um fio de esperança que fossem boas notícias. fiquei aliviada quando o pai de Rafael falou-me que o haviam encontrado
-Mas ele está... Morto!
Não podia ser... eu estava estasiada, era como se todo o meu corpo estivesse dormente. Não quis saber de detalhes, desliguei o telefone rapidamente, e chorei, chorei baixo e dolorosamente... O que seria de mim de agora em diante? O único motivo da minha existência era o Rafael... E a minha escolhafoi tentar encontrá-lo aonde quer que ele esteja, permanecer junto à minha fiel alma gêmea... Eu escolhi MORRER!

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