sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Detalhes


Emoções sem sentido, descobertas que deveriam ser relevantes, acasos planejados. Cada detalhe torna-se tão valorizado, trás tanta satisfação. Sei que o meu descanso é quando sofro, sem ilusões, vendo a verdadeira face da situação. E nos momentos que me permite ficar radiante de felicidade, permaneço consciente que o depois será doloroso. Você age sem pensar, você derrama sobre mim a expectativa e a coragem de buscar.
Oculpo as páginas do meu diário com seu nome, enxergo nas músicas minhas palavras sendo destinadas a ti, ouço-as compulsivamente, atormento minhas amigas falando de você,prometo aprender a respirar sem te amar, mas logo canso e desisto. Porque você não meche apenas com a minha cabeça, não trata-se apenas disso, você provoca o meu coração, entra em sintonia com ele, meche com minha cabeça me forçando a ignorar a razão e te amar.
Amigos... Houve tempos que temi nem assim ser vista por você, chorei com medo do esquecimento e procurei adaptar-me caso isso ocorresse. Te amar não é fácil, não com tanta resistência. As vezes surpreendo-me com tamanha persistência, com toda a grandiosidade desse sentimento. Não compreendo como consigo manter-lo apenas com detalhes que deveriam ser relevantes, mas que me motivam surpeendentemente.
Não sei se consigo prometer conseguir respirar sem você mais... Não quero estabelecer metas tão altas pra mim neste momento, não quero prometer o que talvez não consiga cumprir...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Culpado


Será a saudade uma prova de amor? Será que aquele forte acelerar do coração, significa alguma coisa? Será que as lágrimas de decepção dizem algo? Será que aquela música, que me faz lembrar você, um dia será nossa música?
Tua presença, mesmo sem sentir a sua respiração, seu cheiro e ouvir tua voz, me desarma covardemente, me anima e entristesse... Sei que esperar é um erro meu, mas é inevitável, você me faz não enchergar mais ninguém, você me faz preferir chorar do que buscar outra saída.
Tão perto e tão distânte, será que um dia cansarei...? Será que o amor um dia falhará e se destruirá? Será que um dia superarei todos os seus medos...? Será o tremor das minhya pernas perceptível a seus olhos?
Você é o culpado de tudo isso, único e simplesmente você... Você que leva a mim a ansiedade de te ver, de estar mais com você. Você com todas essas qualidades me escanta, e não me permite ver seus defeitos. Você que constroi e destroi tudo no mesmo segundo...
E esse silêncio me mata, ele se torna cada vez mais constante e profundo. E você pertence a mim, entenda, aceite... Fugir disso não é mais convencional, e você sabe que é verdade, que o que eu quero é o melhor pra nós dois... Vamos. Sem medo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Acaso forçado


Guardado como diários secretos, o amor continua a persistir e liderar. Pensei no tempo associado com a distância como um remédio, mas se tornou um perigoso agravante. A saudade desanima quem tem esperança de recomeçar e a força de vontade não se manifesta por muito tempo.
É uma maluca resistência que me obriga a fazer renuncias definitivas, é uma constante dúvida cruel que não me permite jamais deixar morrer a minha esperança, é mergulhar em um mar e encontrar um abismo.
Nunca me contaram que amar era tão difícil e doloroso, e também não me contaram que não conseguiria livrar-me dele quando quisesse... É um sentimento tão insolente, que me deixa vulnerável e não obedece quando preciso, tão opressor que não me deixa outra saída.
Já abandonei a causa. Se é pra ficar feliz por um simples "Oi", sentir aquela saudade chata, ignorar toda a razão e confirmar a quem quiser ouvir que é amor... Tudo bem... estou mais encurralada do que se estivesse entre o fogo e o abismo... Tudo bem...
Não vou lutar contra, nem muito menos a favor, sabe aquela velha história de abandonar ao acaso? Vou retomá-la.