sexta-feira, 23 de abril de 2010

Triste fim de um passado imperfeito


Eu estava bem ali, ouvindo o que jamais pude imaginar, ouvindo que tudo que um dia eu temi aconteceu. Palavras frias e cruéis, eu estava ali mas meu consciente estava nas importunas lembranças, no meu luto interno. Me disseram que eu já deveria estar preparada, mas como? Como se desapegar a sentimentos tão fortes em tão pouco tempo? Todas aquelas lágrimas foram uma simbolização ínfima de todo o choque do real e do imaginário que estava ocorrendo em mim. E as palavras cruéis continuavam sendo ditas disfarçadas com um tom sutil de consolo, as mais cruéis que eu poderia imaginar. Não vou ser hipócrita e dizer que ainda sofro, dizer que será um sofrimento eterno porque não será, já não sofro mais, apesar de esporadicamente ter lembranças que me fazem mal, eu não sofro mais. Não sinto mais a sensação de cair em um precipício de ilusões, não sinto mais aquele nó na garganta impossível de ser desatado, a angustia adormecida já não se manifesta quando menos espero, o infelicidade está muito longe de mim e você também...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Está em nós!


O que é esse contentamento desmedido em meu coração que esforço-me para conseguir demonstrar apenas com um sorriso sempre que te vejo? Começo agora a duvidar de todas as minhas antigas e ainda tão presentes convicções, de todos os meus, e somente meus ideais de amor. Amor é sofrer por não ter, sofrer por perder o que não tinha e criar no outro um estereótipo de perfeição? Ou amor é ser compreendido e compreender, chorar e ter alguém que irá segurar a tua mão e que na verdade queria te colocar no colo e e proteger? O amor está no olhar doce de bom dia? Está no abraço desajeitado com o desejo retraído de ser mais profundo? Ou está nas meias palavras que criam ilusões?

Acho que sinto o amor todas as manhãs ao ficar aflita pra te ver, pra sentir você perto de mim e sorrir, todas as tardes ao pensar, pensar e pensar em você e todas as noites quando antes de dormir desejo acordar. Tu me ensinas a cada dia uma nova forma de superar meus traumas, um novo motivo para te amar, uma nova estratégia para erradicar o meu sofrimento...

Eu prometo sempre sorrir de tamanha alegria de te ver e por pouco tempo ser abraçada com desejo retraído de ser mais profundo. Eu desejo e preciso mudar os meus antigos conceitos de amor, sei que ele está em nós!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Meu poema dadaísta!



O dadaísmo surgiu com o intuito de chocar a burguesia de 1916. Movimento criado em reflexo da revolta, agressividade, indignação e instabilidade que estavam vivenciando com a Primeira Guerra Mundial. Caso se interessem por poemas dadaístas de artistas mais famosos, proucurem por Tristan Tzara e o nosso querido Mario de Andrade.
FAÇA VOCÊ TAMBÉM O SEU POEMA:
1° Passo: Em algum momento de revolta escreva um poema com o que vinher na cabeça, sem se importar sem qualquer critério poético tradicional.
2° Passo: Recorte as linhas em tiras e as dobre
3° Passo: Faça um sorteio ao acaso e veja como vai montando o seu novo poema.

Quem for experimentar, após colocar no blog, manda o link para que eu possa visitar.
Vamos ver como o meu poema ficou:

A alegria de te ver acabou
Você em toda sua insignificância falhou
Eu, definitivamente, não te amo mais
Felicidade que tarda a chegar
Felicidade mentirosa
Eu não te odeio mais
Mas fique longe de mim
Que não sai do meu espírito
com toda hipocrisia que carrega
Dor profunda e amarga
A vontade de te ver acabou
Obrigado
Meu coração precisava dessa falha
Fique longe de mim
Senhor das Farsas Encantadas


FAÇA VOCÊ TAMBÉM... É DIVERTIDO!