sábado, 24 de julho de 2010

Meus


Adoro o pronome possessivo “Meu”. Meu blog, minha mãe, meu pai, meus irmãos, meu namorado, meus amigos... Divirto-me assistindo os piores filmes, estudando matemática, escrevendo textos e até mesmo ao ficar em casa dormindo. Choro quando tenho raiva, quando sinto dor, quando não tiro a nota esperada, quando assisto filmes dramáticos, em finais de novela ou quando não tenho motivos, mas quero chorar. Tenho mania de colecionar, de pedir silêncio, de me apaixonar, de comprar esmaltes e fazer cálculos nos dedos mesmo já sabendo o resultado. Amo a série crepúsculo, Taylor Swift, Bahia, Disney, minha família, meus amigos, minha escola, o verão, a praia, o shopping, a matemática. Odeio quando a pessoa gosta de ser burra, odeio hipocrisia, aula de história do Brasil, pipoca, melancia e mentiras. Costumo imaginar o futuro, anotar num papel o que farei na semana e não cumprir, escrever no diário antes de dormir. Gostam de me chamar de baixinha, de me chamar de lerda, de me pedir ajuda nas matérias e de me contar segredos. Sou parcialmente perfeccionista, nada discreta e totalmente exigente. Dizem que sou responsável e madura, e dizem que não deveria ser tanto ou que eu deveria ser mais. Dizem que sou egoísta e me recriminam, mas outros acham que não sou tanto assim. Dizem que sou chata, mas outros me chamar de melhor amiga.
Cada um de nós temos particularidades múltiplas, temos um jeito individual que nos caracteriza. Dizem que somos reflexos de nossas ações, mas acho que as nossas ações são os nossos reflexos. Você concorda comigo?

domingo, 18 de julho de 2010

Concurso de Postagens!!!


Que tal o primeiro concurso do "Meu Blog"?
Vai ser assim: vocês vão mandar um email com seu melhor texto para carlinhamaryblog@hotmail.com e assim estarão concorrendo à:

*Uma mega entrevista publicada no blog como postagem
*1 mês de comentários meus em todas as suas postagens
*E o direito de escolher a música que abrirá o "Meu Blog" por 1 mês.

Os textos podem ser de qualquer tema!!!
receberei textos até o dia 26/07/2010 e serão 5 finalistas que irão para votação em enquete no blog.

Beijos e participem!
Boa Sorte!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Você ainda merece um texto


Um dia acreditei ser você a pessoa ideal para mim, acreditei que seria impossível permanecer bem sem você, acreditei que você era o meu início, meio e fim... Sonhava com finais felizes. Chorava apenas ao pensar que poderia não acontecer o que eu queria. Esperava você dias após dias. Eu estava tão cega, que enxergava o que não existia, fantasiava.

Você me proporcionou a maior das experiências educativas que eu poderia assimilar, você me ensinou à jamais acreditar no não concreto, jamais alimentar o imaginário, não mais esperar por algo duvidoso... Você tornou-me perfeccionista. Você obrigou-me a derramar lágrimas desapontadas...

Mas nem tudo foi tristeza. Você me ajudou a mudar a minha visão de vida, me fez viver momentos bonitos de esperança, mesmo que numa ilusão, você deixou a minha vida mais emocionante.

Diante de tudo isso, digo-lhe com um grande sorriso nos lábios, que descobrir que o amor pode não ser eterno e que o quê eu sentia por você se esvaiu. Digo-lhe também que já não lhe noto quando passa por mim, que você não faz diferença alguma em meus dias, que você é meu pretérito imperfeito do subjuntivo.

sábado, 10 de julho de 2010

Talento da Felicidade


Somos garotas felizes, por que não? Temos um sol que brilha mais que qualquer jóia preciosa. Temos o perfume das flores, que acredite, é o mais valioso... Temos nossos corações, que é semelhante a um parque de diversão com a maior Montanha Russa existente. Temos cada uma, talentos particulares, talentos que deixam o mundo um pouco melhor.

Observe a nossa capacidade de superação, achamos difícil, mas sempre conseguimos dar a volta por cima. O que acontece é que por termos mania de exagero passamos a ideia de sofrermos mais, mas quer saber? As mulheres amam menos que os homens, eu sei que algumas de vocês discordarão de mim, mas é o que eu penso... Nós amamos mais vezes, mas eles quando amam é tudo muito mais forte, eu acho que pelo estereótipo que a sociedade cria de “homens insensíveis”, então quando eles amam parece coisa do outro mundo...

Mas voltando aos nossos talentos particulares, acho que nisso todas nós concordamos, somos virtuosas! Algumas têm o talento de amar, outras de fingir, mentir, conversar, escrever, encantar... Todas com uma ou várias especialidades. Eu, a propósito, considero-me especialista em amar (risos), chega a ser até cansativo e ruim às vezes, mas é a minha especialidade...

Bom... O que eu queria dizer a vocês, garotas, e não achei palavras para concluir (risos de novo, estou bem engraçadinha hoje, não é?) é que vocês precisam se valorizar, precisam se olhar no espelho e sorrir de presunção, precisam olhar para AQUELE garoto que não te “dá bola” com desprezo, precisam se achar a melhor garota como filha, irmã, namorada, amiga... Vocês precisam ver o quanto somos felizes... O quanto todas temos o talento da felicidade!

Sorry: Desculpa meninos leitores do “Meu Blog”, por excluir vocês da narração, não se sintam abandonados... Um dia eu faço um só pra vocês! (risos, cansei de rir!).

domingo, 4 de julho de 2010

Quando o Destino Ipõe



Acordei desastrada e confusa, como todos os dias, e deparei-me com a minha imagem no espelho da parede ao lado, me senti viva e aproximei-me mais, vi meus olhos brilhantes de esperança, senti meu cabelo obedecendo-me, minha boca delicada e imóvel. Segui meu caminho.

Não era um dia comum, era um dia especial, mas eu desconhecia a sua particularidade. Vi em todos que cruzavam meu caminho a curiosidade, a felicidade, angustia, tensão, decifrei em cada rosto o que se passava. Talvez eu estivesse apenas mais atenta. Atravessei a rua e pela minha distração esbarrei em uma senhora que, olhou-me, assustada, mas logo sua expressão foi substituída por pena e ela alertou: “Tome cuidado! Tome cuidado!”, fiquei opinando em minha cabeça o quanto aquela senhora deveria estar transtornada para ter essa reação com um simples esbarrão.

Prossegui ainda atenta ao comportamento das pessoas e pensativa quanto a minha mudança de comportamento e encontrei uma cigana, bom... Entrei em pânico, morro de medo de ciganos, acho que por minha mãe sempre me intimidar, quando eu era pequena, com histórias de ciganos malvados, sei que não são todos assim, mas tenho medo. Passei por ela quase que, encostando-me nas vitrines das lojas para que não me percebesse, mas não teve saída, ela estava vindo até mim. Senti minhas pernas tremerem e minhas mãos suarem, senti o desespero tomar conta e mim.

-MENINA! Tenho uma revelação a te fazer. ”gritou-me”
Minha mãe sempre diz que elas usam essa desculpa para poder afanar algo, e eu, pensando nisso não parei.
-VITÓRIA! É importante.

“COMO ELA SABE O MEU NOME?” fiquei ainda mais tensa e acelerei meus passos, imaginei que ela poderia já estar me espionando a tempos a mando de algum seqüestrador ou algo de gênero. Cheguei finalmente em meu destino, uma loja de esmaltes com coleções completas de todas as marcas, um sonho. Minha mãe havia me questionado irritada, para quê a necessidade de ir numa loja de esmaltes às nove horas da manhã num dia de férias em que a maioria dos adolescentes estaria dormindo... Eu não soube contra-argumentar, mas queria ir, queria mudar a rotina.

E mais calma com o episódio da cigana, pensei em depois de comprar os esmaltes ligar para minha mãe para pedir que ela me busque. Escolhendo as cores vi um lindo garoto entrar na loja vizinha, depois de pagar a conta quando dei de costas para o caixa ele estava perto de mim, muito perto.

-Oi... Você já vai? “perguntou desastradamente”
-Sim...
-Mora aqui por perto?
-Sim...
-Posso te levar em casa? Não tenho carro, mas podemos ir andando mesmo, se quiser...
Pensei nos meus planos de ligar para minha mãe me buscar, mas pensei também em dar uma chance para aquele garoto e foi o que fiz (indo por um caminho diferente do da cigana, claro)
-Sim...
Ele sorriu e disse: ”Você fala algo mais?”. Sorri encabulada sentindo o rubor em minha face e disse: “Sim...”

Fomos caminhando e conversando, seu nome é Flávio e ele também mora aqui por perto, cursa Direito na Universidade da cidade, adora as mesmas músicas que eu, seu melhor programa é assistir filme com brigadeiro no frio e teve sua última namorada há dois anos.

Ele sugeriu, quando nos aproximávamos da minha casa, sentarmos numa praçinha ali por perto e eu assenti. Senti como se o conhecesse totalmente, sentia-o como um amigo, ou talvez um namorado. E entre conversas e risos senti o ar quente que partia dele se aproximando lentamente de mim, senti e cedi. Fui beijada carinhosamente, um beijo familiar, um beijo confortante. Olhou-me com carinho, seu olhar era doce, tranquilo e profundo, olhar o qual fixei os meus sem lembrar-me de disfarçar e ele sorriu, seu sorriso era perfeito, dentes alinhados e expressão leve de prepotência. Imaginei que estivesse rindo da minha expressão estática diante da sua beleza e novamente enrubesci, ele então cruzou seus braços em torno da minha cintura num abraço que fez eu me sentir pequena. Ficamos ali por mais um tempo e quando resolvemos partir ele segurou minha mão olhando-me para ver a minha reação, mas eu nada fiz, e então caminhamos.

Será que existe amor a primeira vista? Será que o que eu sinto agora é amor? Será que não é apenas uma empolgação passageira? Aquele garoto parecia tão meu... Seu sorriso era tão encantador... Suas mãos são tão suaves...

Acordei dos meus questionamentos com o susto. Ouvi um tombo muito forte, como uma explosão, pessoas gritando, um som ensurdecedor de ambulância, deve ter acontecido algum acidente. Devo ter tido alguma vertigem por conta do susto, pois não consigo enxergar nada, mas ouço as vozes dos enfermeiros alertando que uma das vítimas ainda respira, apertei a mão do Flávio, mas não mais a senti, agonizei. Onde ele estava? O quê aconteceu? Percebi neste momento que não era vertigem nenhuma, meus olhos estavam cerrados e os abri, vi pessoas a minha volta, e enfermeiros me imobilizando.

-Ela abriu os alhos- Gritou um deles.
-E o rapaz?

Não houve resposta, apenas uma sutil balançada com a cabeça. Senti cada músculo do meu corpo relaxar, esfalecer... Na minha cabeça se passava repetidas vezes o balançar da cabeça do enfermeiro, senti uma brisa em meus cabelos, uma luz se aproximar, era o meu fim.

Depois de abandonado o corpo, refleti sobre os fatos e em como o destino nos coordena. Desde a minha insana vontade de comprar esmaltes, ao olhar penoso da senhora que esbarrei, a minha fuga da cigana, pois ela talvez pudesse interferir em algo e o encontro com o meu primeiro e último amor, que agora percebo com clareza a imensidão daquele sentimento. Abandonamos aquela vida juntos, o nosso destino era esse, e agora sinto que ainda não acabou, sinto que o nosso amor vai além da vida... Uma mão segurou a minha, era ele, nos olhamos com um ar de alívio por estarmos juntos, uma possível felicidade entende? E então caminhamos para onde àquele túnel luminoso nos levava. Juntos, até... Sempre!


Por: Carla Maria de Oliveira Ferreira