sábado, 25 de setembro de 2010

Democrática utopia

“Cansei de fantasiar contos de fadas medíocres, Quero falar de política.”

Acredito que a maioria de vocês ainda não votam, mas peço a esses que pensem no que tenho a falar e fundamentem e divulguem as suas idéias a respeito do assunto. E aos que votam peço bom senso e respeito a se próprio.

Não sou obrigada a votar. Tenho 16 anos, e optei por emitir a minha opinião neste ano de eleição, com a utópica esperança de ajudar numa possível reconstrução. Mas logo percebi o quanto realmente utópico é esse meu desejo.

Senti-me ridicularizada ao ouvir , no noticiário, o resultado das pesquisas eleitorais que denunciaram uma proporção absurda de pessoas, que assumem serem capazes de vender seus votos. Indignei-me com a ignorância da minha população e com o descaso e o individualismo da mesma. Me senti indefesa perante a alienação do meu povo, povo este que ama esmolas e odeia o meu país.

Assisto três vezes por semana o horário político e impaciento-me com propostas sem fundamento e propagandas ilusórias. Propagandas tão envolventes, que fazem acreditar que foi feito no país o quê, na verdade, declina num abismo de precariedade.
Sei que eu não seria uma boa candidata, por que eu conheço o melhor para o meu país e hoje a política não abre espaço para os que conhecem as reais necessidades deste lugar. Eu não seria uma boa candidata por que acabaria com TODOS os tipos de “bolsas” e auxílios à população e com esse dinheiro economizado abriria mais universidades públicas, escolas técnicas e empresas para gerar emprego e renda para população. Não seria boa candidata também por que acabaria com o sistema de cotas e não esconderia nenhum plano em minhas campanhas. Eu não seria uma boa candidata por que eu nunca seria eleita pelo meu povo alienado.

Fui apresentada a esse vídeo abaixo, e achei-o bastante interessante. Vale a pena conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=ILwU5GhY9MI&feature

Acho, utopicamente, que o meu povo pode ser, um dia, democratizado.

sábado, 18 de setembro de 2010

Namorado ou Melhor Amigo?


Meu nome é Jullia, tenho 17 anos, amo o meu melhor amigo e odeio o meu namorado.

Odeio o meu namorado por que ele faz com que eu me sinta uma péssima namorada. Péssima por nunca conseguir entender o que ele quer de mim, por nunca ter tempo de ir a todos os lugares que ele deseja e por sempre desejar que ele tomasse atitudes divergentes das que ele opta. Odeio meu namorado por que quando a gente briga eu nunca me arrependo. Odeio o meu namorado por que ele conhece os meus pontos fracos e sempre consegue me fazer não terminar o namoro. Odeio o meu namorado por ele sentir ciúmes do meu melhor amigo.

Amo o meu melhor amigo por que ao lado dele eu me sinto livre para falar qualquer bobagem e por que quando brigamos sempre nos arrependemos e pedimos desculpas. Amo o meu melhor amigo sempre que ele me dá espaço no colo para eu colocar a minha cabeça quando eu sinto sono e sempre também que ele me liga e passamos a tarde toda falando de temas banais. Amo o meu melhor amigo por que ele me faz sentir a melhor amiga de todas. Amo também por que antes que alguma lágrima caia dos meus olhos ele já está com a minha cabeça no ombro e com as palavras certas para me tranquilizar. Amo o meu melhor amigo por ele ter ciúmes do meu namorado.

Meu nome é Jullia, tenho 17 anos, um dia eu crio coragem para terminar com o meu namorado e me declarar para o meu melhor amigo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010


Mesmo fazendo tanto tempo que terminamos eu não conseguia parar de pensar em você. Passando pela nossa praça resolvi parar um pouco. Sentei-me num banco e lembrei do dia em que tudo começou, você estava inseguro e temia o meu não e quando eu disse sim seus olhos denunciaram a sua felicidade. Lembrei também das nossas últimas brigas e o quanto subjetiva e não menos dolorosa foi a nossa separação. Lembrei do dia anterior quando nos esbarramos pela rua e você ficou encabulado e aflito ao me ver, dizendo apenas um “Oi” e dando as costas para mim. Questionei-me mais uma vez o porquê que amores tão verdadeiros acabam assim, sem sentido algum? Mas não demorei muito para desistir de achar uma resposta.

Levantei do banco para retornar a minha rotina e quando olhei a minha volta reconheci a sombra do seu cabelo, a pele dos seus braços e a maneira de sentar. Era você, sem dúvida alguma, e eu sentia o meu coração bater na minha garganta. Você estava de costas, mas não hesitei em caminhar em sua direção e a cada passo sentia as minhas pernas falharem. Eu te amava. Eu ainda te amava.

Você reagiu como se soubesse da minha presença e virou-se para mim. Parei. Olhamos fixos um para o outro por poucos minutos, que pareciam eternos. Sentei-me do seu lado, mas não conseguia pronunciar frase alguma e você também optou pelo silêncio. Senti a sua mão se aproximar das minhas e enrubesci por isso, mas permiti. Você as segurou e olhou-me com uma interrogação estampada nos seus olhos. Aproximei lentamente os seus lábios dos seus e não lembro mais de nada que aconteceu depois. Me recordo apenas de algumas frases suas como “ vamos tentar mais uma vez?” e “você é a única pessoa que amei esse tempo todo...”

-Você me deixou muito romântico nessa história, amor... Não foi bem assim crianças - disse ele aos nossos netos e todos riram.

-Querido, as crianças já conhecem essa história mais até do que nós...

-É vovô... Nós já sabemos que você era um príncipe encantado igual ao da Branca de Neve – Disse Anna Sophia, nossa netinha de apenas um aninho.

-Vó, conta a história do dia do casamento?

-Hoje não Jullia, já estou bem cansada. Vão brincar!
E eles saíram correndo sem nem relutar.

-Nossa história é muito linda, querida.

-A mais linda de todas!

O beijei. Não eram mais aqueles lábios de 40 anos atrás mas ainda eram os melhores para mim.