quinta-feira, 17 de março de 2011

Quase


Ele fala doce, ele ouve doce, ele tem perfeições singulares e imperfeições que não sei se me importam... Ele tem uma personalidade mágica, me faz rir sem perder a postura, me ouve falar dos meus problemas e medos, e está perto de mim. Ele é quase perfeito, é quase o homem dos sonhos, quase o pai ideal, quase a pessoa que eu sempre procurei. Ele é alguém que nunca irá me magoar, é alguém que estará comigo sempre e isso faz dele quase perfeito. E como encarar o quase se eu sempre sonhei com o totalmente?

Quando penso nele me imagino feliz, me imagino numa praia ao pôr-do-sol ouvindo todas as suas inteligências. Quando penso nele eu só penso nele e isso diminui o quase e me ajuda no meu plano de reabilitação.

Ele me faz lembrar a felicidade, me faz lembrar o amor amigo e me lembra que nada acabou para mim. Ele tem a personalidade perfeita, a que eu sempre sonhei e a que eu quero para a pessoa que estará sempre comigo. Ele despertou a menina de quinze anos de idade que um dia fui, a menina que sonhava com o amor, a menina que tinha morrido aos dezessete quando foi abandonada.

Ele é quase perfeito e o quase já não me importa. Ele é quase perfeito e eu não quero procurar o totalmente.



Por Carla Maria, proibida pela sanidade de revelar nomes. *-*

4 comentários:

caio disse...

ta apaixonada em? seu texto ta lindo, e no fim o que importa são as borboletas *---*

Carla Maria disse...

sim sim... é o que importa! *-*

Duda disse...

ownt...mto fofo o texto qw
((:

Anônimo disse...

Liindo o textoo !
Adoreiii